Bens virtuais gerando violência no mundo real

Vivemos atualmente em um mundo globalizado. As informações praticamente não têm mais fronteiras e viajam em uma velocidade vertiginosa com o apoio da internet, a rede mundial de computadores. Não é exagero dizer que estamos entrando nos primórdios de uma era nos moldes de Neuromancer / Matrix, em que vivemos vidas duplas, a de nossos avatares em mundos virtuais e as nossas no mundo real.

Os bens virtuais gerados em games, desempenham a cada dia, um papel mais significativo em nossa sociedade. A economia virtual de vários MMOs já anda de mãos dadas com a real e extrapolam sua influência para fora do ciberespaço. Já existem várias lojas que vendem itens e moeda in game por dinheiro de verdade e a tendência é de que isto aumente nos próximos anos.

Uma prova recente do constante crescimento desta influência do ciberespaço em nossas vidas, é o infame seqüestro relatado na Folha:

Uma quadrilha composta por quatro jovens foi presa na manhã desta terça-feira por policiais civis do DAS (Divisão Anti-Seqüestro) de São Paulo. Eles são suspeitos de seqüestrar um jovem para conseguir sua senha no jogo Gunbound.

Apesar de revoltante e assustador, este crime ilustra bem a idéia de que pertences virtuais de todo o tipo e o status de um personagem, possuem valor real.

O jovem, segundo a SSP, é líder no ranking do Gunbound, game que só pode ser jogado on-line, por meio de servidores repletos de usuários de todo o mundo, inclusive brasileiros. Assim como em um RPG, quanto maior o número de vitórias conquistadas, mais pontos de experiência são ganhos e, com eles, o dinheiro virtual necessário para comprar armas e equipamentos para sua equipe.

A intenção da quadrilha, segundo a SSP, era a de obrigar o jovem a fornecer sua senha para que eles vendessem a pontuação –e o lugar no ranking– por R$ 15 mil usando o site Youtube.

É meus amigos, me parece que aquele tipo de distopia descrita em livros como Neuromancer ou filmes como Matrix, não está lá muito distante do nosso mundo e é fato que já está havendo um choque entre o que somos nesta vida e nossos avatares no cibermundo.

[Via Folha Online]

1 comentário ↓

#1 samuelbatista em 22.07.07 às 1:37 pm

Ainda bem que no mundo virtual eu sou um pobretão!

Mas isso já está começando a ficar preocupante, nem mais a jogatina online pode ser sossegada, você tem que ficar se preocupado em se manter anônimo para evitar esse tipo de assédio!

Uma pena mesmo

Deixe um comentário